Aventuras pela Invicta

Isto de morar numa cidade grande é muito bonito mas tens os seus “q’s”. É bom poder estar no epicentro de grandes eventos, ter uma panóplia de espaços comerciais, onde não faltam lojas giras e oportunidades para gastar dinheiro, mas viver todos os dias com a probabilidade de permanecer mais de 30 minutos numa fila de trânsito não é fácil. Muito menos quando a distância entre a casa e o trabalho, em condições normais, poderia ser feita em 10 minutos.

2Sinto como se tivesse vivido até agora numa aldeia. Mas Braga é tudo menos uma cidade pequena tem apenas um fluxo de carros que para mim é considerado como normal.

Já o Porto, se por acaso nos confundirmos entre o virar à direita e seguir em frente, não nos dá uma segunda oportunidade. A próxima paragem pode mesmo ser o posto de abastecimento e não o destino final. São inúmeras as voltas e voltinhas, os desvios inesperados e os obstáculos que se atravessam pelo caminho. Nem o GPS está preparado para todas as surpresas que esta cidade é capaz de oferecer. Para não falar da simpatia característica dos condutores que por aqui andam. Pessoas gentis que preferem bater no carro da frente em vez de demonstrarem o seu lado mais solidário com um sorriso a anunciar “meu caro amigo eu cedo-lhe o lugar”.

E porque de manhã “os mais 5 minutos” prolongam-se por mais do que seria esperado, tomar o pequeno almoço em frente ao volante, tendo como paisagem uma enorme fila de carros, torna-se inevitável. E daí que, enquanto escrevia este texto e revia as minhas peripécias pelas estradas da Invicta, lembrei-me de uma excelente ideia de negócio – serviço de pequeno almoço em filas de trânsito – era capaz de ser lucrativo. Poderia ser algo como “VCI Service” ou “Café sobre rodas!”. Não mau, ah?! Vou já começar a análise SWOT…

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